A tabela abaixo mostra novamente,
uma coisa que se repete todos os anos, os ganhos sempre maiores do sistema
bancário brasileiro, os dados são para pessoas comuns, difíceis de serem compreendidos e avaliados, pois fogem da realidade
cotidiana.
É preciso ter outras referencias
para propiciar um mínimo de compreensão,
por ex: Com o lucro somente do Banco do
Brasil, daria para comprar 2 bancos como o Banrisul, e vários outros bancos menores
de uma só vez, o que este banco já vem praticando com frequência.
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Itaú
Unibanco
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2012
|
R$ 13,594 bilhões
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Banco
do Brasil
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2012
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R$
12,2 bilhões
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Bradesco
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2012
|
R$
11,38 bilhões
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Santander
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2012
|
R$
6,329 bilhões
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Caixa
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2012
|
R$
6,1 bilhões
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Banrisul
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2012
|
R$ 818,6 milhões
|
Banco
do Nordeste
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2012
|
R$
508,5 milhões
|
http://www.feebpr.org.br/lucroban.htm
Bancos como o B.B., se
transformaram em verdadeiros buracos negros econômicos, engolindo concorrentes
menores e com isto ficando cada vez mais poderosos. Não se vê ou ouve nos meios
de comunicação, noticias e ou comentários sobre os balanços destes bancos,
quando isto acontece, é apenas uma leve nota de fundo, sobre um ou outro
balanço trimestral, e só, não merecendo a menor consideração dos “analistas" econômicos
de plantão.
No Brasil, os bancos têm o poder para fazerem as próprias regras, essas
assumem características de leis, geradas
no útero do seu sindicato, a FEBRABAN, com o olhar complacente de nossas
autoridades.
A FEBRABAN, cuida para que o grande cartel
continue fixando tarifas absurdas e imorais, e as empurre goela abaixo dos usuários e correntistas, além de seguros
e cestas básicas de serviços, serviços
estes que são intrínsecos de quem tem conta num banco, como se não bastassem taxas e juros abusivos.
A tão propalada concorrência ou
economia de mercado, que deveria favorecer o cliente, foi jogada no lixo por não servir aos propósitos das grandes redes, que determinam preços uniformes em
todo o Brasil, e pela falta de interesse
dos governos em fiscalizar e domar este
cavalo selvagem chamado “Mercado”.
Governos amordaçaram-se, ataram-se as mãos e se prostraram
de joelhos, ante o todo poderoso “Mercado” e aos “Contratos”, que não podem ser
mudados, são, intocáveis, sob argumento de se criar insegurança jurídica que
espantaria o capital estrangeiro.
Faz se necessária uma mudança de
paradigma do sistema financeiro e bancário brasileiro, urge uma revisão e definição
de regras republicanas, que torne as relações com os cidadãos, mais respeitosas
e decentes; O que antes era algo que
servia apenas aos que tinham muito dinheiro e não podiam correr riscos de
roubos ou perdas, foi transformado em um sistema imprescindível a toda a
sociedade.
O uso do sistema bancário é hoje compulsório
para todos, não se tem mais a opção de escolha, todos estão submetidos e cativos deste monstrengo; Assim, ele deve ser
enquadrado, como serviço de utilidade pública que é, imprescindível, e como tal, deveria ser
vigiado muito de perto pelo Estado, para cumprir seu propósito neste sentido.
Não se faz a apologia nem da
estatização, nem que esta atividade se
torne impraticável por dar prejuízos, não, apenas defende-se uma racionalização dos
lucros, como algo plausível, tendo
normas de respeito e de decência, numa relação hoje marcada pela truculência, autoritarismo
e insensibilidade dos bancos no Brasil.
A rentabilidade dos bancos
brasileiro, é de dar água na "boca" dos bancos estrangeiros, cuja taxa de retorno
é em média, a metade das conseguidas aqui, onde bancos com ativos muito menores,
conseguem lucros igual ou maiores que os
de lá, portanto nem é preciso ser economista para entender que a coisa por aqui
anda de vento em popa, ou de rédea solta, logicamente para os bancos e
banqueiros.
O governo da presidenta Dilma,
deu um passo certo quando acionou os bancos públicos, e baixou algumas taxas de
juros, fato que mereceu por parte dos “balidores” de plantão as mais duras critica,
e notem que ela como maior mandatária do pais, legitimada pelo voto, fez injunções
em dois bancos públicos, construídos com dinheiro publico, e mesmo assim o “mercado”
torceu o nariz.
Esta medida provou estar correta,
pois outros bancos a acompanharam, para alivio da população que paga juros; Seria bem vinda
igual medida que baixasse substancialmente as tarifas exorbitantes praticadas
em toda rede bancária, e o governo pode e deve tomar a iniciativa, pois os
lucros apresentados justificam plenamente.
O mercado brasileiro, seja de
qual seguimento for, se mostrou incapaz de se autorregular, por que isto dá
lucro, e muito, e se algo dá errado e o prejuízo
aflora, ai, o todo poderoso mercado joga no colo do governo para pagar a conta,
ai é legitima e necessária a intervenção do Estado.
Este é o capitalismo moderno e
sem risco, onde o Estado deve fazer os investimentos, entregar para o mercado, fechar os olhos, cruzar o braços e deixar a população a mercê do "mercado", que somente visa lucros sempre maiores e perenes.
Quando um país quebra, como está ocorrendo na Europa, e já ocorrido nas Américas, o povo é chamado para pagar
a conta, não se ouve uma só pergunta como esta - :“Para onde foi a riqueza que até
então estava aqui?”
Poderíamos talvez ouvir - Está nos
Bancos, na Suíça ou em Cayman, logicamente.
Vamos ver até onde conseguem cavar este fosso, e depois, como e
quem irá tapá-lo.
Alguma dúvida?- Com a palavra, Grécia e Espanha !
Alguma dúvida?- Com a palavra, Grécia e Espanha !
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