quinta-feira, 21 de março de 2013

Fora Feliciano, FORA!






O Peixe Morre pela Boca




Diz um adágio popular “ O peixe morre pela boca,” algo oportuno para lembrar aos dirigentes do partido do PSC, (cujo símbolo é um peixe), e ao dep. Feliciano, para terem cautela, pois estão pisando em solo movediço, então muita cautela, ou podem afundar.

É preciso lembrar ao dep. Feliciano, que ele não está presidindo um dos seus cultos nas suas Igrejas, onde pessoas são enganadas em nome da fé, e que  dele tudo aceitam, - como bem mostram os vídeos disponíveis na internet, (YouTube).- Aliás, apenas o conteúdo deste vídeo já da uma demonstração da sua estatura ética e moral, sem contar outras declarações que afrontam uma sociedade pluralista e diversa como a nossa.

A sua postura arrogante e autoritária, achincalha com a causa dos Direitos Humanos e enodoa o trabalho sério daqueles que lutaram e ainda lutam para efetivar os direitos das minorias, ainda hoje injustiçadas no nosso País.

A sua arrogância e a do seu partido é algo incompreensível, pois com suas  declarações amplamente divulgadas,  o desqualificam e o desautorizam sequer a falar em Direitos Humanos, e menos ainda para presidir uma comissão do vulto e importância dessa.

Se você teimar em ficar deputado, será mesmo para diminuir esta instituição Legislativa, a qual pertence, Ouça o clamor popular e desça do trono deputado, passe o cetro, já esta vencido, saia de fininho pelos fundos, mas saia, o quanto antes, saia. Esta casa não precisa  de mais um infeliz episódio para tornar sua imagem mais desgastada frente a nação brasileira, faça-nos este favor, nos dê esta alegria, saia Feliciano, saia!

Que as lideranças da Câmara dos Deputados, percebam que composições com partidos com gênese autoritária e preconceituosa, em nada contribuem para a nossa ainda incipiente democracia, pois historicamente fatos como este fizeram soçobrar instituições, e jogaram nações em conflitos nefastos, conhecidos e de fresca memória.


Em um sistema pluralista e democrático como o nosso, embora ainda de tenra idade, só  se efetiva quando todas as parcelas da sociedade se fazem representar soberanamente nas casas legislativas, e é natural que estes representantes possam fazer a sua opção de crença religiosa que bem entendam, conforme dita nossa Constituição.

Daí sermos um Estado Laico. Mas este episódio, gestado nas entranhas do PSC, deixa ver algo preocupante no nosso horizonte político, onde setores religiosos que antes eram cooptados por políticos, percebendo o seu poderio, criaram seus próprios partidos, inundando o sistema político com seus representantes, na maioria pastores.

Isto começa a criar distorções, que podem desencadear polarizações perigosas, quando uma mesma igreja consegue eleger vários representantes para as casas de leis, onde já são em numero importante, com crescente poder de decisão, como neste imbróglio, onde a bancada do PSC, se apossou e monopolizou a comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados.

Não se trata aqui de uma postura preconceituosa contra políticos que professam uma dada religião, não, mas sim, alertar para o fato de muitos políticos pertencendo a um mesmo seguimento religioso, agindo sob uma teosofia difusa, coloquem os interesses dessas igrejas acima dos da nação brasileira, anulando o conceito de laicidade, podendo originar uma república Pastoril.

Senhores Deputados, reajam a este achaque do preconceito, gritem em alto e bom som...


FORA FELICIANO, FORA!



Prova da Intolerância.

Abaixo, link do vídeo onde o pastor Feliciano ataca outras seitas religiosas.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=YAU8Yp23rPM#t=2s








segunda-feira, 18 de março de 2013

O Papa Francisco e a Pobreza




O pronunciamento do papa Francisco, de fazer uma opção pelos pobres, motivado pelo histórico de São Francisco de Assis, que abandonou sua vida de rico para se  dedicar a pregação da fé cristã, Inspirador do seu nome, e com a ajudazinha oportuna do bispo brasileiro,  ao anunciar sua opção.

Só que o papa está atrasado uns 2000 anos, pois Jesus Cristo já tinha feito esta opção, e o recomendou a todo que o quisessem seguir;  como fez São Francisco, já no séc  Xll,  isto prova que já naqueles tempos a pobreza era comum e farta, e este flagelo continua a aumentar desde então; Seria isto o resultado da proteção das Igrejas?


Isto considerado seria oportuno sugerir a V.S. o papa Francisco, mudar de ideia, já que a opção pelos pobres, feita por todas as igrejas,   não tem, apesar dos milênios transcorridos, dado resultado esperado,  então nova estratégia deve ser adotada, a opção pelos ricos ou muito ricos de todo o mundo, orar junto a cada um deles, para que a pobreza humana, que os habita, seja diminuída ou extinta, e assim os pobres de fato, serão menos pobres e miseráveis.


Poderia, como sugestão,  começar pelos felizes bilionários brasileiros, que  a cada ano crescem  acintosamente,  toque seus “corações”, faça-os ver e sentir  o próximo como semelhante, e que o sofrimento desses desvalidos é causado pela ganância insana, pergunte qual a razão de acumularem fortunas imensuráveis, amealhadas sempre pela convivência promiscua de privilegiados, no trato com o poder público,  onde tramas feitas nos escaninhos escuros do poder, à moda  dos vendetas romanos. Pergunte papa Francisco, pergunte, e ouvira apenas silêncio.


Questione os governos, que também fazem promessas aos pobres, e apesar dos anos, as coisas só pioram, acenam com programas de migalhas sociais enquanto abrem as burras do tesouro, fazendo dele o festim que cria e alimenta fortunas milagrosas, imorais e indecentes, que convivem hipocritamente com o aumento das injustiças sociais.


Se V.S. dedicar o seu papado aos ricos e poderosos, bastará fazer uma pergunta “POR QUÊ?”, e talvez consiga algo de proveitoso para minorar as injustiças  no nosso mundo, se falar  aos pobres, de direitos à uma vida digna, com trabalho, moradia e alimento decentes, minimamente humanos, e colocando nas pregações a pergunta “ POR QUE?”,  lhes é negado, ao invés de justificar uma condição de existência miserável  como pedágios para o “CÉU”, ai sim  estará realmente fazendo algo pelos pobres, papa Francisco.

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Fale à todos os ricos:
Que o Deus que representa tem mais a oferecer que o “deus” Capital.

Que seus cardeais e padres podem atrair mais que  os Dólares e Euros.


Que existe outra visão de  paraíso aqui na terra, que  não as Ilhas Cayman.

Que não precisam os ricos, ficarem pobres, basta não tirarem tanto, de tantos por tanto tempo, para o mundo ficar um pouco melhor e mais Cristão conhecendo finalmente a Paz.

"Todos os seres são iguais, pela sua origem, seus direitos naturais e divinos e seu objetivo final." 
São Francisco de Assis- www.opensador.com.br


sexta-feira, 1 de março de 2013

Bancos Brasileiros -Lucros ou Expropriação ?


A tabela abaixo mostra novamente, uma coisa que se repete todos os anos, os ganhos sempre maiores do sistema bancário brasileiro, os dados são para pessoas comuns, difíceis de serem compreendidos  e avaliados, pois fogem da realidade cotidiana.

É preciso ter outras referencias para propiciar um mínimo  de compreensão, por ex: Com o lucro somente  do Banco do Brasil, daria para comprar 2 bancos como o Banrisul, e vários outros bancos menores de uma só vez, o que este banco já vem praticando com frequência. 


Lucro dos Bancos em 2012
/
Itaú Unibanco
2012
R$ 13,594 bilhões
Banco do Brasil
2012
R$ 12,2 bilhões
Bradesco
2012
R$ 11,38 bilhões
Santander
2012
R$ 6,329 bilhões
Caixa
2012
R$ 6,1 bilhões
Banrisul
2012
R$ 818,6 milhões
Banco do Nordeste
2012
R$ 508,5 milhões
http://www.feebpr.org.br/lucroban.htm


Bancos como o B.B., se transformaram em verdadeiros buracos negros econômicos, engolindo concorrentes menores e com isto ficando cada vez mais poderosos. Não se vê ou ouve nos meios de comunicação, noticias e ou comentários sobre os balanços destes bancos, quando isto acontece, é apenas uma leve nota de fundo, sobre um ou outro balanço trimestral, e só, não merecendo a menor consideração dos “analistas" econômicos de plantão.

No Brasil, os bancos têm  o poder para fazerem as próprias regras, essas assumem características de leis, geradas no útero do seu sindicato, a FEBRABAN, com o olhar complacente de nossas autoridades.

A FEBRABAN, cuida  para que o grande cartel continue fixando tarifas absurdas e imorais, e as empurre  goela abaixo dos  usuários e correntistas,  além de seguros e cestas básicas de  serviços, serviços estes que  são intrínsecos  de quem tem  conta num banco, como se  não bastassem  taxas e juros abusivos.

A tão propalada concorrência ou economia de mercado, que deveria favorecer o cliente, foi jogada no lixo por não servir aos propósitos das grandes redes, que determinam preços uniformes em todo o Brasil, e pela falta  de interesse dos governos  em fiscalizar e domar este cavalo selvagem chamado “Mercado”.

Governos  amordaçaram-se, ataram-se as mãos e se prostraram de joelhos, ante o todo poderoso “Mercado” e aos “Contratos”, que não podem ser mudados, são, intocáveis, sob argumento de se criar insegurança jurídica que espantaria  o capital estrangeiro.

Faz se necessária uma mudança de paradigma do sistema financeiro e bancário brasileiro, urge uma revisão e definição de regras republicanas, que torne as relações com os cidadãos, mais respeitosas e decentes;  O que antes era algo que servia apenas aos que tinham muito dinheiro e não podiam correr riscos de roubos ou perdas, foi transformado em um sistema imprescindível a toda a sociedade.

 O uso do sistema bancário é hoje compulsório para todos, não se tem mais a opção de escolha, todos estão submetidos e  cativos deste monstrengo; Assim, ele deve ser enquadrado, como serviço de utilidade pública que é,  imprescindível, e como tal, deveria ser vigiado muito de perto pelo Estado, para cumprir seu propósito neste sentido.

Não se faz a apologia nem da estatização, nem que esta  atividade se torne impraticável por dar prejuízos, não, apenas  defende-se uma racionalização dos lucros, como algo plausível,  tendo normas de respeito e de decência, numa relação hoje marcada pela truculência, autoritarismo e insensibilidade  dos bancos no Brasil.

A rentabilidade dos bancos brasileiro, é de dar água na "boca" dos bancos estrangeiros, cuja taxa de retorno é em média, a metade das conseguidas aqui, onde bancos com ativos muito menores,  conseguem lucros igual ou maiores que os de lá, portanto nem é preciso ser economista para entender que a coisa por aqui anda de vento em popa, ou de rédea solta, logicamente para os bancos e banqueiros.

O governo da presidenta Dilma, deu um passo certo quando acionou os bancos públicos, e baixou algumas taxas de juros, fato que mereceu por parte dos “balidores” de plantão as mais duras critica, e notem que ela como maior mandatária do pais, legitimada pelo voto, fez injunções em dois bancos públicos, construídos com dinheiro publico, e mesmo assim o “mercado” torceu o nariz.

Esta medida provou estar correta, pois outros bancos a  acompanharam, para alivio da  população que paga juros; Seria bem vinda igual medida que baixasse substancialmente as tarifas exorbitantes praticadas em toda rede bancária, e o governo pode e deve tomar a iniciativa, pois os lucros apresentados justificam plenamente.

O mercado brasileiro, seja de qual seguimento for, se mostrou incapaz de se autorregular, por que isto dá lucro, e muito, e se algo dá errado  e o prejuízo aflora, ai, o todo poderoso mercado joga no colo do governo para pagar a conta, ai é legitima e necessária a intervenção do Estado.

Este é o capitalismo moderno e sem risco, onde o Estado deve fazer os investimentos, entregar para o mercado,  fechar os olhos, cruzar o braços e deixar a população a mercê do "mercado", que somente visa lucros sempre maiores  e perenes.

Quando um país quebra, como está ocorrendo na Europa, e já ocorrido nas Américas, o povo é chamado para pagar a conta, não se ouve uma só pergunta como esta - :“Para onde foi a riqueza que até então estava aqui?”

Poderíamos talvez ouvir - Está nos Bancos,  na Suíça ou em Cayman, logicamente.


Vamos ver até onde  conseguem cavar este fosso, e depois, como e quem irá tapá-lo.

Alguma dúvida?- Com a palavra, Grécia e Espanha !