quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Realidade Brasileira




Qual a  diferença entre o individuo ali deitado, sob olhares indiferentes de quem passa,  parecendo fazer parte da paisagem, ou melhor dizendo, passou a ser unicamente uma estampa nas calçadas, um elemento"morto" que apenas é notado como algo que pode causar o incomodo de um tropeção.



A estes "molambos", que são encontrados por ai, nas portas dos bancos, das loterias , são tão comuns que já não chamam mais a atenção de ninguém, afinal esta gente desvalida é um "problema" crônico da humanidade, que desde seu primórdio convive cinicamente com estas cenas, apesar da tão propalada evolução tecnológica, das viagens espaciais, da civilização etc...,  cenas deste tipo permeiam as paisagens urbanas tanto de países ditos "pobres" como nos mais ricos. É de se perguntar: É incapacidade ou é proposital?


Digamos que seja incapacidade dos homens e dos governos se deterem sobre esta questão, de vê-la como consequência de uma sociedade hipócrita e cínica  que finge não perceber que o modelo adotado para o "desenvolvimento" ou crescimento  de um país ou grupos financeiros, não leva em consideração os detritos humanos que serão gerados nem a sua destinação, por isto ficam por ai, ao léu da  (má) sorte.


A busca insana por tecnologia e o seu emprego como único e exclusivo objetivo de se lucrar cada vez mais, tem gerado um passivo social desmedido , que a sociedade finge não perceber, mas que já paga duplamente um alto preço.


Os executivos de conglomerados financeiros gastam energia mental em inventar ou criar novas maneiras de tirar algo mais dos consumidores, manipulam preços , embalagens e maquiam produtos como forma de majorar preços e assim, burlar o consumidor que não tem a quem recorrer, e por conta disso não mais conferem os preços que sistematicamente sobem.

E não para por ai, as grandes fusões e aquisições de empresas, forma gigantes com poderio econômico, que passam a ditar as regras e os preços, imunes que estão de controle de governos e da concorrência, ambos inexistentes.


A seguir alguns exemplos que ilustram este artigo, estas informações, apenas podem ser encontradas em publicações especializadas, seja física ou virtual (internet), mas nunca está presente em primeira página, é trabalhoso mesmo na internet, juntar e organizar estes dados, seria interessante uma visita nos links abaixo.


09:30 | 27/02/2013

Banco JPMorgan cortará 17 mil empregos até o final de 2014


Brasil Econômico - Ana Paula Ribeiro | 20
JP Morgan prevê reduzir 19 mil postos de trabalho até 2014
Inês David Bastos  
26/02/13 15:49

Horta Osório quadruplica lucros operacionais no Lloyds
Pedro Sousa Carvalho  
01/03/13 07:40

Os resultados operacionais do Lloyds atingiram as 2,607 mil milhões de libras, mas as provisões levaram o banco a reportar novamente prejuízos no bottom line

No ano passado, os resultados operacionais do banco liderado pelo português António Horta-Osório atingiram 2,607 mil milhões de libras, 309% acima dos 638 milhões registados em 201


A noticia sobre o lucro de 309% do Lloyds, mostra que esse banco multiplicou por 4 o lucro de 2011 , ou seja em R$ passou de aproximadamente 1,5  bilhão  para 6,0 bilhões, ganho em um ano de 4,5 bilhões.  Mágica?.


http://economico.sapo.pt/noticias/horta-osorio-quadruplica-lucros-operacionais-no-lloyds_163819.html

Fusões , lá e cá

Gol + Webjet
A Gol adquiriu, em 2011, 100% do capital da Webjet, por R$96 milhões. Em 2012, a Webjet deixou de existir e 850 funcionários foram demitidos.

Fusão entre American Airlines e US Airways marca ciclo pós-crise no mercado aéreo
A tendência para os próximos anos é de novas fusões no setor, segundo especialistas
Por Luiz Gustavo PACETE




Duas companhias aéreas americanas vão dar lugar a uma só, resultado?, mais desempregados nas ruas.



O que as empresas chamam de estruturação e modernização, nada mais é do que colocar computadores no lugar de gente, e transferir para o publico obrigações e serviços que são de suas responsabilidade, sem que se perceba melhora dos seus serviços ou produtos e baixa nos preços, mesmo com o visível aumento dos lucros.

Então a conclusão que se pode chegar é que, urge criar um sistema que de destino a nova modalidade de rejeito, cada vez mais abundante de matéria orgânica  humana, o mais novo tipo de  lixo que o homem com esmero criou...

O homem, o lixo tecnológico ou cibernético do Século 21. 


As palavras, “lixo, rejeito e molambo", foram usadas para enfatizar o desprezo com que são tratados seres humanos,  por toda a sociedade, seja pelas empresas e ou governos, que com atitudes como as hoje praticadas, tiram do ser humano o que lhe é de  mais valor, Dignidade e Respeito.









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